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    As consequências do terremoto no Japão na indústria dos games

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    IronRJ
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    As consequências do terremoto no Japão na indústria dos games

    Mensagem  IronRJ em 6/5/2011, 8:23 am

    Japão, 11 de março de 2011. O dia é sexta-feira. Exatamente às 14h46 (2h46, horário oficial de Brasília) um terremoto de magnitude 8,9 acomete o país do sol nascente. O tremor teve origem no Oceano Pacífico, e segundo as informações da Agência de Geologia dos EUA (USGA, mesma fonte anterior), foi seguido por outros 52 tremores com graduação superior a 5,0 na escala Richter.
    O epicentro do fenômeno estava localizado a 130 km da península de Ojika, no Japão, e foi considerado o sétimo pior da história do país. Sua consequência imediata foi uma série de tsunamis, que são ondas gigantes formadas das ondulações sísmicas decorrentes do movimento das placas tectônicas; só que nesse caso no fundo do mar.
    Uma imensidão de terras japonesas ficou devastada. Carros foram arrastados, casas destruídas, rede elétrica perigosamente prejudicada, milhares de mortos e desaparecidos. Como se já não fosse tragédia suficiente, no dia 7 de abril, menos de um mês depois dos ocorridos, outro terremoto atinge os nipônicos. Desta vez de intensidade mais reduzida, 7,0 pontos.
    Este segundo tremor agravou de vez a situação na já danificada usina nuclear de Fukushima, que ainda nos dias de hoje não estão controlados totalmente. O banco central japonês (BOJ) anunciou que como consequência das tragédias, a economia do país crescerá um ponto percentual a menos do que o esperado, e levará pelo menos até abril de 2012 para se recuperar.



    Como todos sabem, a artéria principal da vitalidade de toda a indústria de games está no Japão. E bem como qualquer outra empresa que passou por esses acontecimentos naturais, ela sofreu vários impactos. O Baixaki Jogos acompanhou (e tem acompanhado) noticiando os acontecidos em terras orientais, e agora faz este especial sobre o impacto da tragédia em relação à indústria dos videogames.
    O tamanho do problema
    Quanto a tragédia custou para a indústria dos games
    Segundo o CEO da Enterbrain, Hirokazu Hamamura, o Japão perdeu US$ 88 milhões em potencial de vendas com as tragédias. O número é calculado através da contabilização de quantos projetos foram adiados, cancelados, ou estão em atraso devido aos recentes acontecimentos.



    A Tokyo Game Show (TGS), uma das maiores feiras de game do mundo, chegou a ser fortemente questionada sobre sua realização depois dos ocorridos. A desenvolvedora Irem cancelou definitivamente a franquia Disaster Report, logo após rejeitar quarto game da série. Duas grandes empresas dos games foram obrigadas a desligar seus servidores, de diversos títulos, para poupar energia para o país. Os títulos Final Fantasy XI, Final Fantasy XIV e Metal Gear Online ficaram temporariamente fora do ar.
    Diversos eventos para divulgação e apresentação de jogos novos chegaram a ser cancelados. Por exemplo, as festas de Yakuza of the End, BlazBlue Continuum Shift II, Dead or Alive Dimensions e Monster Hunter Festa foram adiadas ou, mesmo, não acontecerão mais. Datas foram postergadas para o lançamento de MotorStorm Apocalypse, da Sony, e Warriors: Legends of Troy, da Koei.
    Problemas em 3D
    De acordo com informações divulgadas pela própria Nintendo, o novo portátil 3DS vendeu apenas metade das unidades disponibilizadas em seu lançamento, totalizando 3,61 milhões de consoles — até abril deste ano. Sendo que a projeção era que estes números tivessem alcançado pelo menos 4 milhões em vendas .Tal fato foi seguido de uma queda de 17% nas ações da Big N na bolsa de valores (Nasdaq).



    Video game cares
    Ainda não seremos derrotados

    Foram as mais variadas, diferentes e incríveis ações imagináveis. Inicialmente, foi criada uma organização chamada “Play for Japan” (jogue pelo Japão), que administra e organiza a demanda de doações conseguidas. Ela recebeu uma considerável quantidade de doações de jogos, roupas, itens exclusivos, prêmios, objetos autografados, para serem leiloados no intuito de levantar fundos para a nobre causa.
    As contribuições feitas pelas indústrias dos games não param por aí. Várias fizeram doações de quantidades em dinheiro: (quantias em Iene, moeda corrente no Japão)
    NCsoft: ¥ 500 milhões
    Nintendo: ¥ 300 milhões
    SEGA: ¥ 200 milhões
    Namco Bandai: ¥ 100 milhões
    Tecmo Koei: ¥ 100 milhões
    Capcom: ¥ 100 milhões
    Square Enix: ¥ 100 milhões
    Level-5: ¥ 10 milhões
    Pelo bem da nação de games
    A Capcom reduziu o preço de sua versão de Street Fighter IV para iPhone. A SEGA realizou promoções com todos os games da série Sonic. A Grasshopper Manufacture divulgou gratuitamente músicas em homenagem às vítimas do terremoto, sendo duas delas de Akira Yamaoka, compositor das trilhas sonoras de Silent Hill.

    A Electronic Arts divulgou ter levantado mais de um milhão de dólares para as vítimas do tsunami oriental, mobilizando funcionários internos e o público de jogadores a ajudar. Além dos recursos financeiros, a empresa também proveu logística e transporte de alimentos.
    A Valve liberou três chapéus exclusivos para personagens de Team Fortress 2, possíveis de serem comprados através das lojas virtuais da rede, e toda renda seria revertida para a Cruz Vermelha. Em duas breves semanas, o blog oficial do jogo anunciou ter arrecadado impressionantes US$ 430.543,65. A generosidade invadiu o mundo virtual e tomou conta dos jogadores.



    A PSN permitiu que seus usuários realizassem doações através da própria rede da PlayStation Store, através de suas carteiras. Segundo dados da empresa, foram levantados em torno de US$ 1,3 milhão, provenientes de mais de quarenta países. A Sony também doou baterias, rádios e outros equipamentos eletrônicos.
    A Blizzard, produtora do RPG mais jogado do mundo, usou o próprio World of Warcraft nos esforços de arrecadação. A totalidade dos fundos provenientes da venda da novíssima criatura Cenarion Hatchling, na WoW pet store, será revertida em favor da “terra do nascente”.



    Retroceder nunca
    Render-se jamais


    É muito difícil dizer o quanto as tragédias afetarão o Japão e a indústria dos games, e em que prazo. O país é muito bem servido tecnologicamente, além da grande disciplina e fortes valores orientais que o povo cultiva, o que já possibilitou uma reação imediata após os impactos do terremoto e do tsunami.

    A questão mais significativa ainda é a nuclear. A usina de Fukushima Daiichi expos cerca de 80 mil japoneses à radiação. Esta parte afeta diretamente a indústria dos eventos. Muitos jogos já foram adiados e cancelados, e o futuro das grandes feiras ainda é seriamente duvidoso. A própria E3 será um grande reflexo da medida de como as desenvolvedoras e produtoras estão reagindo à catástrofe.

    Via: BAIXAKIJOGOS


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